quinta-feira, 11 de agosto de 2011

"TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR – Aspectos orgânicos e espirituais”


Iso Jorge Teixeira
isojorge@globo.com

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No dia 04 de junho/2005, proferimos uma palestra na internet, Sala Filosofia Espírita, do Paltalk, a convite e sob a coordenação do confrade RAYMUNDO MOURA, com o tema “TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR – Aspectos orgânicos e espirituais” ... Naquela oportunidade recebemos inúmeras perguntas, e tentaremos reproduzi-las aqui com as nossas respostas. Antes porém, vamos à nossa palestra um pouco modificada, pois não a gravamos...

Vamos tentar expor aqui numa linguagem acessível também aos não-médicos, espíritas, um tema sobre o qual tem havido muita distorção, tanto no meio espírita quanto fora dele – o TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR (TAB)...

VISÃO RÁPIDA DA EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE TAB


No século 4 a.C., HIPÓCRATES, o pai da Medicina, descreveu a MELANCOLIA e a MANIA, separadamente... A Melancolia seria, segundo ele, decorrente do excesso de humor negro, de “bílis negra”, distribuída no organismo, daí o estado de espírito pessimista, o humor triste e a lentidão psíquica e motora. E a MANIA em sua acepção literal seria IMPULSO, para ele, uma “loucura alegre, agitada e pitoresca” .
Por volta do final do século 19, o psiquiatra EMIL KRAEPELIN juntou a Melancolia e a Mania num único quadro nosológico, chamado loucura maníaco-depressiva ou PSICOSE MANÍACO-DEPRESSIVA (PMD). Para KRAEPELIN, a PMD seria um quadro cuja evolução caracterizar-se-ia por FASES – ora a fase de exaltação do humor (maníaca), ora a fase de depressão do humor (depressiva) – e entre cada fase haveria o chamado “intervalo lúcido”, isto é, o paciente voltaria à normalidade após cada fase. A duração de cada fase é variável, em média de 4(quatro) meses...
Em meados do século 20, com a descoberta de substâncias antidepressivas e antimaníacas, modificou-se um pouco a terminologia, embora pouco ou quase nada se acrescentou ao conceito.  Não obstante, o conceito de DEPRESSÃO ampliou-se muito, a nosso ver, propiciado pela venda cada vez maior de medicamentos. Optou-se, assim, pelo conceito de “transtorno”, muito mais vago e amplo do que “PSICOSE”, assim o conceito de PMD foi substituído pelo conceito de Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), mantendo-se praticamente a mesma descrição clínica, embora outras entidades foram catalogadas como transtornos: a CICLOTIMIA e a DISTIMIA, sobre as quais não entraremos em detalhe pois escapam ao objetivo PRÁTICO desta nossa palestra, especialmente para  espíritas...

CAUSAS DO TAB


            O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) é explicado como tendo causas CONSTITUCIONAIS, GENÉTICAS, BIOQUÍMICAS e PSICOLÓGICAS. Assim, o TAB é mais freqüente no sexo feminino, no biótipo pícnico (pessoas com face arredondada ou em forma de escudo pentagonal, com importante desenvolvimento do tecido adiposo, gorduroso, enfim, pessoas com a conformação corporal “atarracada”). Haveria uma alteração funcional dos níveis de SEROTONINA na terminação nervosa, isto é, na sinapse neuronal haveria pouca serotonina fisiologicamente ativa e isto é confirmado pela ação dos antidepressivos que agem fundamentalmente nos níveis das aminas cerebrais... Do ponto de vista psicológico, FREUD fez um trabalho importante ao distinguir a “Melancolia” do “Luto”, em 1913, isto é, demonstrou que na Depressão há perda importante da auto-estima, levando freqüentemente aos suicídios tentados ou consumados, o que não ocorreria no Luto, isto é, na Tristeza normal.
Já a psicanalista MELANIE KLEIN extrapolou ao conceber que haveria, no bebê, uma posição depressiva, em que o bebê não se distinguiria do seio materno, projetando “fantasias inconscientes” para o seio: ora seio bom, ora seio mau e assim, mercê dessas fantasias paranóides, o Ego do bebê sairia da POSIÇÃO ESQUIZOPARANÓIDE, esvaziando-se, para a POSIÇÃO DEPRESSIVA. Na vida adulta, o individuo “regrediria” a esta fase do desenvolvimento da libido. Já a MANIA seria explicada por M. KLEIN como uma “defesa do Ego contra a depressão”, o que seria verdadeiro na mania REATIVA e não na MANIA do TAB.
            A nosso ver, a interpretação psicanalítica kleiniana tanto da Depressão quanto da Mania seriam artificiosas, pois se já é difícil conceber-se o INCONSCIENTE infantil, como uma dimensão ôntica de um bebê, imagine-se uma “fantasia inconsciente”! Além disso, na Mania não há um “sorrir pra não chorar” – a euforia do maníaco não denota ao observador um disfarce, uma defesa contra a depressão, especialmente, nos casos de evolução sempre com fases maníacas...

TAB e OBSESSÃO

            O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), do ponto de vista espírita, seria um COMPROMISSO REENCARNATÓRIO de reajuste e evolução do Espírito, a nosso ver. Não concordamos com a tese de alguns confrades que dizem ser a Depressão uma OBSESSÃO. A maioria que assim afirma, desconhece o que seja verdadeiramente a DEPRESSÃO, assim o Dr. IZAIAS CLARO, que não é médico, escreveu um livro sobre o assunto ("Depressão – Causas, conseqüências e tratamento", Casa Edit. O Clarim, 6 ed., Matão – SP, Nov. / 99) e disse, dentre outras, a seguinte tolice: “O ressentimento é uma das causas mais freqüentes de depressão” (op. cit. p. 78), ou seja, ele demonstra desconhecer o que seja “ressentimento” e, muito menos, o que seja “depressão” e, menos ainda, o que seja “causa” de Transtorno mental!... Aí está o grande problema dos que não são médicos escreverem sobre assunto médico...

TAB – OS LEITORES E OS INTERNAUTAS PERGUNTAM
E NÓS RESPONDEMOS
           
Vamos , então, aproveitar trechos de um artigo que escrevemos no JORNAL ESPÍRITA, órgão da FEESP, em setembro/2000, Coluna SAÚDE MENTAL, p. 7, respondendo a uma leitora, Sra. ROSE RIBAS que, aliás, estava presente em nossa palestra na Sala FILOSOFIA ESPÍRITA, em 04 de junho/2005 e, a seguir, resumir as principais perguntas dos internautas e as nossas respostas. Aliás, estiveram presentes, em média 25 participantes “on line”...

Assim, recebemos mail , datado  de 22/02/00, que dizia:
          "Dr. Iso, li seu artigo no Jornal Espírita (fev. 00), o qual achei muito instrutivo. Vemos atualmente um número enorme de pessoas com depressão e na casa espírita em que trabalhamos, inúmeros são os pedidos para indicação de leituras e informações sobre depressão. Solicito ao Sr. a indicação de obras referentes ao assunto e de preferência que tratem do problema também pelo lado espiritual. Antecipadamente peço desculpas pela ousadia de importuná-lo. Mas agradeço sua colaboração. Parabéns pelos artigos, necessitamos estudar mais e mais a alma humana para enfrentarmos os problemas do dia a dia, e quiçá auxiliar aqueles que nos procuram, e é com essa qualidade de informações / estudo de seus artigos que nos habilitaremos a viver melhor. Só temos que agradecer e estimular aqueles que o fazem com tanta dedicação. Deus nos ampare sempre. Obrigada. Rose."

Após  resposta preliminar na qual alegávamos que o tema Depressão” era muito amplo e que não concordávamos com muita coisa escrita sobre o assunto, exemplificamos com o livro "Depressão – Causas, conseqüências e tratamento", de IZAIAS CLARO (op. cit.), escrito de forma inteligente por um advogado do Ministério Público, espírita, mas com equívocos conceituais, a nosso ver; e exemplificamos com uma obra correlata da médium IVONNE AMARAL PEREIRA, intitulada "Memórias de um suicida", FEB, que a rigor não se trata de uma obra sobre depressão.... Pedimos, então, que a leitora complementasse a sua pergunta e que fosse mais específica e fornecesse seus dados pessoais completos para que pudéssemos responder à(s) sua(s) pergunta(s)...  No dia 09/03/00 ela me respondeu:
                 "Sr. Iso, quero desculpar-me de não ter enviado meu nome completo e a cidade de origem.
                 Rose Mari Ribas — Ponta Porã - MS  
                 Moro no MS e trabalho na Sociedade Espírita Nosso Lar, mas freqüentemente tenho ficado 15 dias por mês em São Paulo, onde sou freqüentadora da Federação. O livro da Ivone A . Pereira eu já li e reli, é uma obra para estudo muito importante. Mas concordo plenamente que não é específica sobre depressão. Creio que a informação deva ser simples como: [a seguir a leitora enumera suas perguntas].
                 "Entre tantas perguntas que nos são feitas, (talvez no momento não recorde todas) são essas que costumamos receber no centro espírita, e creio seja de muita importância artigos no jornal que possam instruir a nós espíritas e os que nos procuram. São questionamentos simples para esse mal que tanto tem entristecido os lares.
                 Sr. Iso, agradeço sua atenção pela resposta. Certamente minha ignorância irá lhe incomodar com outros temas sobre a alma humana; mas busco orientação além das obras de Allan Kardec e Chico Xavier, de pessoas como o Sr. que podem através da imprensa levar aos leitores ensinamentos médico / espíritas. Dispenso o Sra., fique à vontade. 
                 Que Deus o ilumine sempre.
                 Rose." 
                 Inicialmente, gostaria de ressaltar que as perguntas dos leitores não constituem "incômodo" algum, esta Coluna se propôs à interatividade com o leitor... Agradecemos as referências elogiosas à Coluna SAÚDE MENTAL, do Jornal Espírita.
                 Prezada Rose, as suas perguntas são atualíssimas, embora a depressão seja uma doença que vem afetando as pessoas milenariamente, basta que se tenha em conta que HIPÓCRATES, o pai da Medicina, descreveu a melancolia, no século IV a .C.. Hoje, com o inegável avanço da Psicofarmacologia, o termo depressão vem sendo utilizado de maneira abusiva e a nomenclatura, atual, muitas vezes, mistura quadros neuróticos, psicóticos, transtornos de personalidade, sob a rubrica única de depressão. Chegou-se, hoje, a tal ponto a banalização do termo, que se diz, popularmente: — Estou na fossa! Ou, mais recentemente: — Ah! Eu estou deprê ! E você também está deprê? (cf. IZAIAS CLARO – op. cit.., p.26)...
Mas, passemos às perguntas da leitora e às respostas:

1-  "Que é depressão?" Resposta: A depressão é uma síndrome (isto é, um conjunto de sintomas e/ou sinais que correm juntos, podendo  ser provocada por várias doenças) que se caracteriza fundamentalmente por três sintomas: tristeza, inibição psicomotora e inibição do fluxo do pensamento.
Em função desses três sintomas, o paciente pode apresentar e, freqüentemente, apresenta idéias de suicídio. Muitas vezes o paciente deprimido não tenta o suicídio, porque sua inibição psicomotora é de tal ordem que não tem nem iniciativa motora para consumar o ato.
O paciente deprimido pode chegar, em função daquela tríade de sintomas, a idéias niilistas (o paciente acredita que nada existe, inclusive que não possui corpo) e ao delírio de eternidade, isto é, que nada existe e aquela situação duraria eternamente; o paciente permanece em extrema ansiedade. Certa vez, examinamos uma paciente, muito inquieta e ansiosa, que dizia apalpando o próprio corpo:  ¾  Dr., eu sou um fantasma? !
Ela apresentava os sintomas que acabamos de descrever, tratava-se da síndrome de COTARD, talvez o quadro mais grave de depressão.
Além disso, o paciente pode desenvolver idéias deliróides de ruína; por exemplo, uma pessoa rica que se sente arruinada financeiramente, sem apoio na realidade; pode desenvolver idéias deliróides de culpa, a pessoa pode se sentir culpada por fatos em que não contribuiu com a mínima parcela; pode desenvolver idéias deliróides hipocondríacas, em que acredita que seu corpo está em putrefação, chegando a dizer que os urubus estão em volta da casa para rapinarem seu corpo.
É preciso salientar que a tristeza do deprimido é diferente da tristeza normal. Quando estamos tristes, o nosso pensamento fica mais lento e a nossa psicomotricidade também. Contudo, não chegamos a perder a nossa auto-estima a ponto de pensarmos em suicídio e executá-lo se não formos impedidos... Em essência, a qualidade da tristeza do deprimido é totalmente diferente da tristeza normal...
2- "Quais os tipos de depressão?" Resposta: Podemos , resumidamente, classificar os tipos de depressão em:
          a)- Depressão no Transtorno afetivo bipolar (antiga psicose maníaco-depressiva), também chamada depressão maior;  b)- Episódio depressivo (único); c)- Transtorno depressivo recorrente- com intervalos de normalidade  entre as fases depressivas; d- Depressão secundária a transtorno orgânico (secundária a sífilis, arteriosclerose cerebral, tumor cerebral, etc.; 5)- Transtornos persistentes do humor: ciclotimia e distimia.
A ciclotimia, a nosso ver, implicaria em uma alteração da personalidade, com depressão leve e crônica. E as distimias  corresponderiam a um transtorno neurótico da personalidade, também depressão leve e crônica.
           Embora a Classificação Internacional das Doenças da Organização Mundial de Saúde (OMS) tenda a abandonar a palavra neurose, creio que ela é útil em termos classificatórios e terapêuticos, como afirmava o nosso mestre da Psiquiatria brasileira NOBRE DE MELO: "é essencial a possibilidade de identificar, tão precocemente quanto possível, o estado depressivo, sua natureza etiopatogênica  e  as  peculiaridades pessoais — orgânicas, socioculturais, ambientais, etc ... — que são de valência variável de um para outro caso." (A . L. NOBRE DE MELO. Análise e tratamento das depressões .In Revista PSIQUIATRIA ATUAL, set./72., p. 52 – 56).

 Quando identificamos que uma pessoa está com depressão?" Resposta: A depressão é, a nosso ver, sempre patológica; por isso, a identificação deve ser feita por um médico psiquiatra. Se surgir uma pessoa na Sociedade Espírita Nosso Lar, suspeita de depressão, caríssima Rose Mari, encaminhe-a para um médico, de preferência um psiquiatra - espírita, pois este deverá ter uma visão mais abrangente da doença.

          A suspeita de depressão deve obedecer àquela tríade de sintomas relatados acima, ao lado de pessimismo intenso, insônia ou hiperssonia, desalento, anedonia (falta de prazer para quase tudo), etc.

Mesmo nas depressões leves é importante estabelecer-se o diagnóstico diferencial...
                
4-  "Quando devemos  buscar ajuda médica para essa pessoa?" Resposta: Sempre deve ser buscada a ajuda médica nos casos suspeitos de depressão. Afinal, além de a depressão ser patológica, há vários casos de depressão que tem de ser diferenciadas, como alertava o prof. NOBRE DE MELO (op. cit.),  e o diagnóstico diferencial é uma atribuição médica.
A leitora poderia contra-argumentar: e se a "depressão" for conseqüente à ação de um obsessor (como é freqüente a idéia no movimento espírita) ? 
Não há dúvida da eventualidade de um obsessor atuar sobre um Espírito e levá-lo a ter idéias pessimistas diante da vida. Entretanto, repetimos, não devemos confundir tristeza com depressão.
Toda depressão inclui tristeza, mas a recíproca não é verdadeira.

  

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5- "E quando o doente diz que não está com depressão?" Resposta: O paciente verdadeiramente deprimido não precisa dizer que assim esteja, pois a sua fisionomia é típica, assim como a sua psicomotricidade lenta e pensamento lentificado. As rugas do paciente se pronunciam e há uma prega sobre os olhos do paciente chamada prega de Veraguth, formando o chamado ômega melancólico.
          Muitos pacientes com a chamada psicose maníaco – depressiva (atual transtorno afetivo bipolar) não possuem perfeita noção do seu estado mórbido e nem buscam tratamento, embora a depressão possa apresentar feitio neurótico; neste caso, o fundamental não é a depressão e sim o conflito neurótico.
          Pacientes esquizofrênicos não se julgam doentes e muitas vezes são confundidos com deprimidos...

          6- "Criança tem depressão?" Resposta: Sua pergunta, caríssima leitora, é bem oportuna. Muitos psiquiatras da infância e adolescência, admitem a depressão infantil e infanto-juvenil. Como disse, inicialmente, há uma banalização do termo depressão. Se a criança fica revoltada ou chateada, diz-se que ela está "deprimida"; se a criança é chorona, diz-se que ela está "deprimida"; se a criança tenta o suicídio, diz-se que está "deprimida"... Há uma infinidade de fatores que levam a criança a ficar revoltada, chateada, chorona e que a levam a tentar o suicídio, assim como o adulto (aliás na 2 ª. parte do livro "O Céu e o Inferno – A Justiça Divina segundo espiritismo", de ALLAN KARDEC são citadas inúmeras causas de suicídios consumados, que não têm nenhuma correlação com a depressão) .
Acreditamos em que a depressão implica em uma alteração fundamental do ser – no – mundo, numa alteração da temporalidade: o deprimido não se projeta no futuro e retroage a sua temporalidade, ficando a ruminar o passado. Ora, uma criança não possui diferenciabilidade psíquica para ter uma postura filosófica, ôntica, diante do mundo, existencialmente falando... Por isso, discordo dos colegas que fazem diagnóstico de depressão na infância.

7- "Como devem os familiares tratar dessa pessoa?" Resposta: A participação dos familiares é importantíssima no entendimento do deprimido. Muitas vezes, os familiares julgam o paciente como uma pessoa preguiçosa, que só gosta de ficar na cama, que não gosta de trabalhar... Ora, durante o período de depressão o paciente está incapacitado para o trabalho, para os estudos, para quase tudo...
Há familiares que afirmam faltar “força de vontade” ao paciente, como se a depressão fosse um vício. Não, a diminuição ou anulação da vontade é uma conseqüência e não causa  da depressão.
O papel dos familiares, fundamental, é de compreensão para uma pessoa que está doente e, como tal, deve ser tratada.
Não há dúvida de que em determinadas depressões neuróticas ou por transtornos da personalidade há um benefício secundário na doença, entretanto, ainda aqui devemos reforçar o ego do paciente, não há fraude nos sintomas, há um ego fragilizado que precisa de reforço.

8- "Quando as crises depressivas acontecem com certa freqüência, mesmo tomando medicamentos, o que está errado?" Resposta: Sem dúvida, há fases depressivas refratárias a determinados medicamentos. No entanto, a maioria das depressões resolvem com o uso de antidepressivos e psicoterapia.
As depressões neuróticas, embora menos graves, são mais difíceis de tratar-se devido a alterações da personalidade e exigem uma psicoterapia mais prolongada.
A leitora pergunta o que estaria errado... Muitas vezes o diagnóstico está mal formulado (por exemplo, confunde-se, às vezes, rigidez afetiva esquizofrênica com tristeza da depressão).
Outra eventualidade a se considerar é a de que a prevenção do transtorno afetivo bipolar (antiga psicose maníaco – depressiva) pode ser feita com medicamentos e nem todos os casos respondem bem e em alguns pacientes pode haver intolerância medicamentosa, com graves efeitos colaterais...
O transtorno afetivo bipolar, por exemplo, tem uma característica evolutiva: as fases são recorrentes, com "intervalos lúcidos"; neste caso, nada está errado, trata-se de que o conhecimento da doença ainda não é completo, no estado atual de nossos conhecimentos. É preciso não sofismar diante desta lacuna no conhecimento da doença, como bem lembrava KARDEC: "Não há revelação que se possa sobrepor à autoridade dos fatos." ( A Gênese- Os milagres e as predições segundo o espiritismo. Cap. IV. Item 8).

9- "Quais os hábitos que devem ser mudados para auxiliar o tratamento" Resposta: O psiquiatra suíço ROLAND KUHN propôs, certa vez, a utilização subsidiária de psicodança para o tratamento da depressão. Mas, como fazer dançar uma pessoa com tristeza profunda, lenta na sua psicomotricidade?!...
Do ponto de vista espiritual podemos utilizar a prece e os passes e fortificar o ego dessas pessoas, mostrando a importância da vida atual e futura e a busca de um sentido para a vida, do ponto de vista analítico-existencial, preconizada por VICTOR E. FRANKL, LUDWIG BINSWANGER e outros.
Obviamente, não é útil para uma pessoa deprimida permanecer deitada a maior parte do dia e toda a noite, no entanto, não podemos forçar o doente a fazer aquilo que ele não tem ânimo para fazer...
      
10- "O tratamento médico e espiritual é demorado?" Resposta: Em alguns casos, em média em 2(dois) meses, conseguimos debelar uma fase depressiva com medicamentos e psicoterapia. No entanto, quando há um transtorno da personalidade depressiva, o que hoje se chama distimia, o tratamento é demorado e pode durar anos, exatamente pelo transtorno da personalidade; assim como nas depressões neuróticas.
Do ponto de vista espiritual devemos abrir perspectivas futuras para o deprimido e, do ponto de vista espírita estrito, repetimos, os passes e as preces são extremamente úteis. É importante ressaltar-se que os pacientes em depressão, são uma prova muitas vezes dolorosa para toda a  família, que tem de ser ultrapassada com resignação.
O tratamento espiritual pode ser demorado, dependendo das condições evolutivas do Espírito do paciente e do resgate que tenha de saldar nessa existência; isto é, do tempo necessário ao seu melhoramento. Enfim, cada caso é individualíssimo...
Vale aqui, também, a lição extraída por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER / EMMANUEL em torno da substância religiosa de O Céu e o Inferno – A Justiça divina segundo o Espiritismo: "Trazes hoje o cérebro hebetado, dificultando-te as expressões. Mas isso acontece porque, ontem, mergulhavas a própria cabeça em clima de trevas." (op. cit., p. 63. Na Luz da Reencarnação. Reunião pública de 21/04/61 - 1 ª. Parte, Cap. VII, item 17. In Justiça Divina. FEB, 6 ed., 1987).

11- "Na crise depressiva nos parece que o egoísmo é latente, certo ou errado?" Resposta: Caríssima Rose Mari, no caso da distimia ou da neurose, parece-me que a Srta. está certa. Quanto aos casos mais graves de depressão, o egoísmo pode ser de existência pregressa e talvez, por isso, a confreira entreveja um “egoísmo latente”. Certamente, uma pessoa que muitas vezes é levada ao suicídio não é uma pessoa altruísta, embora a doença comprometa o seu livre – arbítrio. Se o Espírito do deprimido resistisse às suas más - inclinações, se fosse resignado, se fosse altruísta, não cometeria o suicídio.

12- "Por que algumas pessoas ficam até sem força física, até para fazer as coisas essenciais, como tomar banho?" Resposta: Bem, até hoje temos muitos conhecimentos adquiridos sobre os determinantes da depressão, no entanto, não sabemos a(s) verdadeira(s) causa(s); se soubéssemos, a pessoa ficaria curada definitivamente... O problema fundamental é exatamente este: uma diminuição do tônus vital. Um autor espanhol, chamado J.J. LÓPEZ - IBOR, até denominava a depressão como "enfermidade do ânimo".
Por que ocorreria essa falta de força física? Segundo alguns autores haveria uma diminuição funcional das monoaminas cerebrais, principalmente a serotonina. Os sentimentos vitais, no sentido emprestado pelo filósofo MAX SCHELER, estariam diminuídos, alterados corporalmente. Por que isso acontece, ainda é uma incógnita...
É exatamente esse tônus vital diminuído o que caracteriza a depressão e a diferencia clinicamente da tristeza normal.
A propósito, disse KARDEC: "as descobertas da Ciência, longe de rebaixarem, glorificam a Deus. Elas somente destroem o que os homens construíram sobre as idéias falsas que hão feito de Deus." (cf. p. 44. ALLAN KARDEC.  A Gênese- os milagres e as predições segundo o espiritismo, Item 55. FEB, 25 ed., 1982).
Atualmente, esses são alguns conhecimentos de que dispomos sobre a depressão, mas, como disse inicialmente, o assunto é bem amplo, estou aberto para novas perguntas... Gostaríamos de finalizar com as seguintes palavras de FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER / EMMANUEL: "O mundo não é apenas a escola, mas também o hospital em que saneamos desequilíbrios recidivantes, nas reencarnações regenerativas, através do sofrimento e do suor, a funcionarem por medicação compulsória." (p. 114. Doenças da alma. Reunião pública de 07/08/61, 1 ª. Parte, Cap. VII, item 7, in JUSTIÇA  DIVINA, op. cit.).
Que a Misericórdia Divina possa amparar essas pessoas para o resgate completo dos seus débitos para retomada de sua escalada evolutiva!...”

Pois bem , nas perguntas do dia 04 de junho/2005, muitas delas estão respondidas, acima, e não as repetiremos, até porque muitos dos confrades que fizeram suas perguntas não as enviaram para mim, como solicitamos, inclusive os nomes deles não estão completos. Vamos, então, responder algumas das referidas perguntas feitas na Sala FILOSOFIA ESPÍRITA...

1- “Segue a questão enviada durante a palestra (Paltalk) - Sala Filosofia Espírita na data de 04/06/05: observada a lei de causa e efeito (a cada um segundo suas obras), tais transtornos podem ter causas em encarnações anteriores?”
ALEXANDRE LUDOVICO.

            Acreditamos que sim, confrade ALEXANDRE, a maioria das doenças são COMPROMISSOS REENCARNATÓRIOS, como dissemos; não obstante, há doenças causadas por nossa incúria, ainda nesta encarnação... Por exemplo, sou tabagista inveterado. É óbvio que terei, como conseqüências, alterações pulmonares e cardiovasculares. Mas, não aceitamos a tese de que levarei meu perispírito danificado para a erraticidade por isto. Não há imoralidade nenhuma no vício, embora este implique em uma vontade impotente, que será “punida”... “Pagarei” sim, aqui na Terra, DEUS é Misericordioso não “pune” duas vezes a mesma falta...

2– “Dr. Iso, muito legal os esclarecimentos. Gostaria de ver em seus artigos, explicações sobre a visão espírita das doenças psiquiátricas. Parkinson, esquizofrenias, síndrome do pânico, e outras. Qualquer destas mais comuns que aparecem no Atendimento Fraterno, e não sabemos diferenciar. Normalmente pouco tem a haver com a obsessão. Em geral temos que indicar o tratamento médico necessário. Que dicas o Sr. teria para os atendentes fraternos fazer nestes casos estranhos para não confundir com obsessão ? Seriam pelas reincidências ? tempo, duração e características específicas das doenças.
Somos leigos, então precisamos de esclarecimentos gerais apenas. Grato,
Abraços
3- “Dr. Iso, porque a dor crônica, gera a depressão ? O problema é químico ?
SÉRGIO TOLOMEI
           
            Oportunamente tentaremos atender seus anseios em relação a artigos sobre outras doenças, confrade TOLOMEI...
Para que o atendente fraterno de um Centro Espírita não confunda com obsessão um TAB, deve fazer um pequeno HISTÓRICO do caso (ANAMNESE) com a família ou o próprio paciente e observar a pessoa - se o humor dela está triste e se a motórica e o pensamento não estão lentificados e o tempo em que a pessoa está apresentando tais sintomas. Em caso de dúvida, encaminhe o paciente para atendimento médico-psiquiuátrico e aplique passes e realize preces, sinceras obviamente...
            Não é a dor que gera depressão, é o contrário. Aliás, recentemente, está sendo diagnosticada uma dor crônica, chamada FIBROMIALGIA, de origem desconhecida, mas freqüentemente associada à Depressão. Possivelmente, esta dor seja decorrente de um problema químico, pela sua persistência e intensidade, certamente não é psicológica, mas até hoje não se conhece a etiopatogenia da FIBROMIALGIA...

4- Gostaria de fazer uma pergunta: os medicamentos psicotrópicos podem  interferir na terapia espiritual?
BAIXINHO

Não há nenhuma relação entre a atuação de um medicamento e a sua INTERFERÊNCIA na  “terapia” espiritual, nem mesmo através de medicamentos HOMEOPÁTICOS. A propósito, disse KARDEC: “(...) Não se pode agir sobre o ser espiritual senão por meios espirituais; a utilidade dos meios materiais, se fosse constatado o efeito acima, talvez fosse de dominar mais facilmente o espírito, de o tornar mais flexível, mais dócil e mais acessível às influências morais; (...)” [“A Homeopatia nas moléstias morais” - REVISTA ESPÍRITA – Jornal de estudos psicológicos, 1867, trad. JÚLIO ABREU FILHO, EDICEL, p. 71].
Vários confrades, sem nenhuma base científica, dizem que determinados psicotrópicos atuariam no perispírito, criando uma barreira para o obsessor... Esta tolice pode ser facilmente contraditada pela frase, acima, de KARDEC. No entanto, a recíproca não é verdadeira, isto é, podemos atuar, sim, através de meios espirituais sobre doenças físicas e a prática demonstra inúmeros casos neste sentido...


5- “Nas minhas várias conferências pela Europa e contactando os naturais, bem como 2 visitas ao Brasil, verifico que a maior parte dos espíritas, são "doentes".O que o dr. Iso pensa dessa minha opinião que é compartilhado tb por médicos.
6- O que o Dr. Iso pensa dos psicólogos? Será que a psicologia é uma ciência? Ou não passam de "contadores de historias" como faziam os padres no tempo de meus pais e meus avós?
7- Saindo um pouco do tema gostaria de saber o que o Dr. Iso pensa acerca da tão falada "Glândula Pineal" colocada por Descartes e que colegas seus, nomeadamente de S. Paulo, se agarram como se fosse algo de extraordinário assim?”
LUÍS DE ALMEIDA – Porto – Portugal

Em primeiro lugar gostaríamos de agradecer ao Dr. LUÍS DE ALMEIDA, eminente Dr. em Astrofísica, pela presença, é uma honra tê-lo aqui. Bem, caríssimo amigo, não compartilho essa opinião, os espíritas não adoecem mais do que quaisquer outras pessoas. Muitas vezes aparecem no conteúdo do pensamento de alguns doentes psiquiátricos a sua crença, nada mais do que isso. Assim, cada um adoece com o que tem. Um delirante, por exemplo, terá o conteúdo do seu delírio alimentado por suas crenças...
A propósito, KARDEC respondeu a esta idéia quando acusaram o Espiritismo de enlouquecer as pessoas, no artigo intitulado ESTATÍSTICA DO ESPIRITISMO (REVISTA ESPÍRITA – Jornal de estudos psicológicos, fevereiro/1869)...

Acredito, sim, que a Psicologia é científica... Quanto aos psicólogos, poderíamos dizer que a maioria deles está contaminada pela Psicanálise e, aí sim, são contadores ou contadoras de estórias. Aliás, a muitas psicólogas deste tipo costumo chamar chistosamente de “pepsicólogas”... O grande problema entre muitos psicólogos é que eles desejam fazer “terapia” e para fazer-se terapia seria  necessário exigir-se conhecimento médico, mas tal não ocorre no Brasil, por exemplo... Há um campo muito vasto de atuação dos psicólogos, mas que a maioria não entra, justamente, pela formação psicanalítica que é dada na maioria das Faculdades brasileiras.
Bem, a “glândula pineal” é um órgão em involução. A nosso ver, não tem nenhuma correlação entre ela e a alma e, muito menos, em relação à mediunidade. A esse respeito já escrevemos dois artigos (na revista UNIVERSO ESPÍRITA e em vários sites da Internet). Agora mesmo, estou concluindo um terceiro artigo que fala nela, que deverá ser (que foi) publicado no Portal PANORAMA ESPÍRITA (cf. nosso artigo publicado recentemente: “Glândula Pineal e “cientificismo” esotérico – espiritual - Curas Espirituais, Indeterminação Quântica e Determinismo científico”).

8- “A depressão vem sempre acompanhada por uma anomalia Bioquímica , ou pode ser só de ordem psicológica ? Ou seja , se for diagnosticada uma depressão o paciente obrigatoriamente terá que tomar medicamento ? Existem outros tratamentos mais leves ?”
QUÂNTICO
            A depressão pode ter causas meramente psicológicas, como já o dissemos, por exemplo, na Depressão Reativa, mas esta não tem nenhuma relação com a Depressão do TAB. Mas, mesmo nesta os medicamentos antidepressivos são úteis, como complemento do tratamento. O tratamento antidepressivo não é “pesado”, obviamente, existem efeitos colaterais das drogas antidepressivas, mas são facilmente manejáveis.

9- Como se encontra o Espírito, onde vai, durante uma anestesia geral?
NINA HERZ.

Bem, a pergunta afasta-se um pouco do nosso tema, mas diremos resumidamente, que na ANESTESIA GERAL, como em todas as condições em que há um rebaixamento do ESTADO-DE-CONSCIÊNCIA, o Espírito se liberta parcialmente da “prisão da carne” e isto fica mais nítido no ÊXTASE – o maior grau de liberdade do Espírito - que aliás foi tema de artigo nosso no jornal O SEMEADOR (órgão da FEESP) e em sites da Internet - , assim como nos casos de sono e sonhos, sonambulismo artificial (hipnose), sonambulismo natural, catalepsia, etc...Enfim, em todos os casos em que há uma alteração do estado-de-consciência o Espírito EMANCIPA-SE; obviamente, essa emancipação não é total, pois esta só ocorre quando desencarnamos.
A propósito, ADOLFO BEZERRA DE MENEZES, encarnado,  em seu excelente livro “A LOUCURA SOB NOVO PRISMA - Estudo Psíquico-fisiológico” cita inúmeros exemplos sobre o assunto, por exemplo, diz ele no item DEMONSTRAÇÃO EXPERIMENTAL DA EXISTÊNCIA DA ALMA:
“As provas diretas da existência, no homem, de um princípio distinto do corpo, podem ser divididas em duas ordens: a das que resultam da dedução, e as que afetam os sentidos.
As primeiras são um meio termo entre as racionais e as verdadeiramente experimentais, e consistem nas manifestações anímicas, por ANESTESIA e por sono magnético.
ANESTESIA e sonambulismo, pois que PRODUZEM IDÊNTICOS EFEITOS, DEVEM OPERAR DO MESMO MODO sobre o organismo; E ASSIM É. (...)” - grifos nossos – (op. cit., FEB, Rio de Janeiro, 2 ed., p. 35).
Portanto, caríssima Sra. NINA, é o corpo o anestesiado e não o espírito. Este vai procurar seus afins quando o corpo está anestesiado...

10- Em 09 de junho/2005 o nosso querido confrade, Webmaster do Portal TERRA ESPIRITUAL, que não pode comparecer à nossa palestra, estimulado por nós, perguntou: “Ontem tive oportunidade de conversar com uma pessoa cuja família possui 2 casos de transtorno bipolar e ela comentava que a psiquiatria não tinha solução para o problema, apenas paliativos, então minha pergunta é: Qual é efetivamente a possibilidade da medicina propiciar a cura para esta problemática e como a Doutrina Espírita pode contribuir para a cura do paciente.Um grande abraço “–  EDILSON BOTTO.
            Bem, caríssimo BOTTO, o TAB pode ser controlado através de antidepressivos e existem medicamentos preventivos das crises, das fases, como é o caso do Carbonato de LÍTIO, por exemplo. Entretanto, o problema do TAB é a RECIDIVA das crises e os medicamentos preventivos não atuam em 100% dos casos, obviamente. A atuação do LÍTIO na prevenção do TAB é muito boa e, a propósito, uma Sra. portuguesa escreveu um acróstico muito interessante sobre o Lítio:
Lítio

Bem e Mal,
Inconstância do meu ser !
Porque não me consigo controlar ?
Onde paira esse saber ?
Lítio, vem me controlar
A ânsia de viver e o desejo de morrer,
Rir e chorar sem motivos pró fazer !

(Poema de Andreia Casimiro - Portugal). Fonte: http://agorafobiadepressao.planetaclix.pt/

            Do ponto de vista espiritual, já o dissemos: PASSES e PRECE...

EPÍLOGO
Queremos agradecer a presença de todos em nossa palestra na Sala Filosofia Espírita, ao confrade RAYMUNDO pelo convite e lamentar os conflitos ocorridos há tempos atrás, que me impediu, ao prof. IMBASSAHY e sua esposa, Dna. CARMEM, de darmos prosseguimento ao estudo que vínhamos fazendo sobre o livro O CÉU E O INFERNO, estudo este muito interessante e original, mas os inimigos do Espiritismo, encarnados e desencarnados, atuam sempre para destruir, especialmente por inveja; e, parece-me, foi o que aconteceu, no PALTALK, na Sala Filosofia Espírita... Mas, deixemos isso para trás, agradeçamos a tranqüilidade com que este estudo se desenrolou.
Queremos agradecer as perguntas que nos foram formuladas, a todos respondidas, assim citaremos os seguintes confrades e confreiras que não me enviaram os seus nomes verdadeiros, mas cuja participação foi importante, cremos nisso: olinc; Vera Cohim; 35cristal; HHARTMAN; ppucci; Jade-ES2; Anuvem; além dos já citados, acima.