quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Glândula Pineal X Mediunidade


Filed under: Kardecismo — andreluizsiqueira @ 23:50

Glândula Pineal X Mediunidade
Glândula Pineal X Mediunidade
A importância desta glândula vai muito além dos estudos da Medicina. Entenda como ela é fundamental na relação espírito-corpo
A filogênese (o desenvolvimento, a evolução ao longo da história) da glândula pineal tem um interessante trajeto dos peixes até os mamíferos e os seres humanos.
Inicialmente nos peixes, a pineal funciona como um fator receptor. A cabeça do peixe é translúcida e a pineal é facilmente exposta à luz. Histologicamente vamos encontrar células retinianas caracterizando a função fotocorreceptora.
Na evolução a anfíbios e répteis, a pineal passa a somar à função fotocorreceptora as possibilidades de transdução neuroendócrina. Já nos mamíferos, o papel da fotocorrecepção é deixado exclusivamente aos olhos, que faz a sua ligação com a pineal na comunicação da mensagem luminosa através de vias neuronais adrenérgicas.
No homem julgamos que, além da função neuroendócrina, a pineal esteja relacionada aos mecanismos de percepção extra-sensorial estando ligada a desconhecidos processos da neurofisiologia da mediunidade.
Ritmos biológicos
Existe uma regência temporal de todas as funções do corpo humano. Sem essa coordenação no tempo não existe nem forma, nem função. Dentro desse sistema temporal vamos ter diversos ritmos nos sistemas biológicos, quais sejam: Ritmos circadianos – por exemplo, ciclo da vigília e sono, são os ciclos de um dia e estão relacionados à incidência luminosa dada pelo Sol.
Ritmos ultradianos e infradianos – respectivamente, ritmos de mais que um dia e menos que um dia. É o caso da produção de hormônios corticosteróides, hormônio de crescimento e muitos outros.
Ritmos mensais – obedecem ao mês lunar, por exemplo, o ciclo menstrual da mulher. Também o desenvolvimento de anexos epidérmicos, como cabelos e pêlos.
Ritmos anuais – seguem o ano lunar. A gravidez humana é exemplo clássico.
Assim, temos, também, outros padrões rítmicos aqui não relatados. O comando dos ritmos biológicos do ser humano pode vir de fontes externas – chamados Zeitbergers exógenos, por exemplo o Sol, a Lua, o pólo magnético da Terra, a alimentação, as influências ambientais.
Existem, também, comandos internos – Zeitbergers endógenos, por exemplo, estruturas genéticas. Ainda endogenamente, a mente humana pode alterar os ritmos biológicos. Assim, uma pessoa emocionalmente abalada por preocupações do trabalho ou desajustes familiares, pode alterar o ciclo de vigília e sono, não conseguindo dormir à noite. Pode alterar seus ritmos hormonais promovendo um atraso menstrual e assim por diante.
Em nossa hipótese espiritista, consideramos que o espírito é Zeitberger endógenos predominante, tendo no sistema genético corporal elementos de predisposição biológica que responde às suas necessidades espirituais.
Vale ressaltar que o complexo pineal, numa visão descartiana, representa o ponto de união do espírito ao corpo. Sendo o complexo pineal elemento anatômico que responde pela função tempo, e sendo o tempo uma região dimensional no espaço – quarta dimensão – há que se pensar na hipótese de que a ligação do espírito ao corpo, em se dando através da dimensão espaço-tempo , tenha seu foco de ligação no “relógio biológico”, o complexo pineal.
A partir do momento em que, na evolução filogenética, a pineal perde a sua capacidade fotorreceptora transformando-se num órgão neuroendócrino, os olhos passam a responder pela função fotocorreceptora. Vale dizer que a visão não vai somente estar ligada à percepção e cognição, mas também se liga a funções neuroendócrinas cujo órgão efetor é a glândula pineal.
A luz atinge a retina dos olhos havendo estimulação de vias nervosas que seguem um determinado trajeto até a glândula pineal.
Esta é uma via adrenérgica, isso significa que a estimulação indireta da pineal pela luz se dá pela adrenalina.

Mediunidade X Glandula Pineal
Glândula Pineal X Mediunidade
Portanto, temos:
Maior incidência de luz – menor funcionamento da pineal. Menor incidência de luz – maior funcionamento da pineal. Se a pineal é o órgão da mediunidade, em hipótese, responda você: a manifestação mediúnica ocorre com mais facilidade de dia ou de noite? No claro ou no escuro? E a inspiração dos poetas, dos músicos, dos escritores, dos cientistas, ocorre com mais facilidade à luz do dia ou da noite? E as manifestações sensuais do namoro e do amor?
O fato de a pineal funcionar como um transdutor psiconeuroendócrino, a faz uma glândula muito especial. Assim como os olhos detêm a capacidade de captar imagens; os ouvidos, o som e o tato, a geometria dos objetos, a pineal é um sensor capaz de “ver” o mundo espiritual e de coligá-lo com a estrutura biológica.
É uma glândula, portanto, que “vive” o dualismo espírito-matéria. Renée Descartes foi o primeiro pensador a associar a glândula pineal com a visão dualista. O estudo dos mecanismos físicos envolvidos no funcionamento dessa glândula são excelentes modelos experimentais para o estudo da relação do mundo espiritual com o mundo material.
Sem, no entanto, abordar essa questão glandular, o físico e professor da Universidade de Oxford, Roger Penrose publicou uma tese em que se utiliza do teorema de Godel para representar o ser humano como sendo uma tríade biológica, psicológica e espiritual. Vale dizer que esse eminente cientista é a representação de toda uma geração que tem feito renascer uma nova e criteriosa Ciência, a ciência do espírito.